sexta-feira, 17 de junho de 2011

POVOAMENTO DO MS

Quem eram os povos que habitaram o território correspondente a Mato Grosso do Sul no período da conquista? Como viveram e se relacionaram? Foram todos iguais ou sustentaram culturas e sociedades diferenciadas? O que os teria levado ao desaparecimento e à transfiguração compulsória que deu origem à figura do elemento humano a quem chamamos índio?

Entre as regiões noroeste e sudoeste do Estado de Mato Grosso do Sul, sudoeste do antigo Estado de Mato Grosso, estende-se o Pantanal sul-mato-grossense, formado por campos baixos e alagadiços que os rios inundam todo o ano.

Nesse cenário marcado pela exuberância dos carandás, paratudos e buritis, movimentando-se em busca da sobrevivência viviam tribos de línguas e costumes diferentes, muitas das quais, embora apresentassem variações etno-culturais, tinham em comum a orientação pelo ciclo das águas. Entre essas tribos estavam os canoeiros Payaguá e Guató, povos que tinham no rio Paraguai sua principal fonte de subsistência, dele se afastando apenas quando seu curso inundava os campos.

Outros grupos sedentários, como os Guaná, de língua Aruak, preferiam os terrenos abrigados e mais propícios ao cultivo, caracterizando-se como tribos de lavradores, produtores de mantimentos e tecidos.

Nem sedentários, nem completamente nômades, outras tribos, como a dos Guaicuru, também seguiam o fluxo das águas acompanhando a caça que deslocava-se no movimento das enchentes e vazantes. Viventes em terra, esses seminômades caçadores e coletores constituiam-se em bandos de ferozes guerreiros que causavam apreensão entre os demais grupos nativos da região, a quem faziam cativos.

Nesse ir e vir no compasso das águas, enquanto milhares de nativos viviam em diferentes configurações socioculturais, os espanhóis penetravam o interior do Continente utilizando a foz do Rio da Prata, firmando seu principal núcleo de ocupação em Assunpción, no Paraguai. Pelos afluentes do rio Paraguai chegaram à bacia do Amazonas, donde partiram para a conquista dos altiplanos da América Central.

Uma vez instalados, possuindo tecnologia superior, os conquistadores implantaram o colonialismo de exploração, apossando-se das novas terras, saqueando suas riquezas e remodelando seus habitantes como escravos coloniais, atuando através da “erradicação da antiga classe dominante local, da concessão de terras como propriedade latifundiária aos conquistadores, da adoção de formas escravistas de conscrição de mão-de-obra e da implantação de patriciados burocráticos, representantes do poder real, como exatores de impostos” (Ribeiro, 1978).

A partir de então, sob pressão escravista, os povos nativos sofreram grande ruptura em seu processo evolutivo natural, sendo remodelados através da destribalização e da deculturação compulsória, perdendo a maior parte de seu patrimônio cultural e só podendo criar novos hábitos quando estes não colidissem com sua função produtiva dentro do sistema colonial (Idem). Encerradas em territórios cada vez menores ou absorvidas pelo processo civilizatório, as etnias nativas foram conduzidas a transfiguração étnico-cultural ou a completa extinção.

Os canoeiros Guató, por exemplo, foram dominados ainda no período colonial. Mais tarde, por ocasião da Guerra do Paraguai, lutaram e sofreram ataques de ambos os lados, sendo dizimados nos anos seguintes por epidemias de varíola e outras doenças. Os poucos remanescentes continuaram a viver como pescadores nas lagoas e furos do alto Paraguai (Ribeiro, 1996).

Os Guaná também foram rapidamente dispersados. Segundo notícias da primeira metade do século XIX, uma parte foi aldeada junto ao Paraguai; outra parte, mais a leste, no rio Miranda, teve suas aldeias invadidas em conflitos entre brasileiros e paraguaios. Com o tempo, os remanescentes dispersos tentaram voltar aos locais de origem, passando a viver em competição com criadores de gado que ocupavam a região (Idem). Os Kinikinawa e os Layana, por exemplo, foram compelidos a trabalhar para aqueles que tomaram suas terras. Os Terena, que tiveram suas aldeias dominadas por comerciantes de aguardente, acabaram transformando-se em sertanejos ou sendo obrigados a afastarem-se das terras férteis do Miranda, refugiando-se em terrenos impróprios para a agricultura e para sua condição de lavradores.

De maneira generalizada, todas as tribos nativas que habitavam a região foram extintas ou transfiguradas pela pressão de um modelo colonizador despótico e intolerante, expresso, “tanto por sua projeção geográfica sobre a terra inteira quanto na sua capacidade de estancar o desenvolvimento paralelo de outros processos civilizatórios” (Ribeiro, 1978).

Neste cenário conflitante houve, porém, uma exceção. Um determinado grupo étnico se fortaleceu após o contato com os colonizadores. Para isso, saquearam os bens culturais de seus adversários, adotando o cavalo, a lança e outras armas para utilizá-las no uso da caça e da guerra, aprimorando sua própria estrutura sociocultural e se transformando numa das tribos nativas mais resistentes de toda América do Sul.


No século XVI, ainda no início da ocupação espanhola, os nativos de quem falamos assaltaram as pequenas vilas que se formaram, as estâncias crioulas e a cidade de Assunção, guerreando ferozmente, fazendo cativos e contra-atacando às tentativas de extermínio e redução empreendidas pelos invasores.
Índios Guaicuru em ação: símbolos do Estado de Mato Grosso do Sul. O nativo do Estado é denominado Guaicuru em razão da bravura e inteligência dessa nação indígena, a qual muito devemos.


Suas correrias expandiram-se a territórios cada vez mais amplos, aumentando sua fama de guerreiros invencíveis. Desde “Cuiabá, em Mato Grosso, às proximidades de Assunção, no Paraguai, e das aldeias Chiriguano nas encostas andinas, no Chaco, até as tribos Guarani, das matas que margeiam o Paraná. Em toda essa região atacavam e saqueavam não somente grupos indígenas, mas também povoados espanhóis e portugueses, fazendo cativos em todos eles. Chegaram, deste modo, a constituir o principal obstáculo que os colonizadores tiveram de enfrentar no centro da América do Sul e motivo constante de suas preocupações. Bem aparelhadas expedições militares foram armadas por portugueses e espanhóis para combatê-los sem jamais lograr êxito completo contra esses índios cavaleiros, que conheciam profundamente seu território e sabiam fugir a todo encontro que lhes pudesse ser desfavorável” (Ribeiro, 1996).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pneumonia

*Agente etiológico: Striptococcus pneumoniae ou Diplococus pneumoniae.
*Modo de transmissão:O pneumococo é transmitido através de contato direto, por intermédio de gotículas nasofaríngeas de indivíduos com infecção inaparente, doentes ou portadores as-sintomáticos
*características da infecção:A infecção pneumocócica tem origem invariavelmente na faringe; daí a bactéria que se colonizou pode ser aspirada e causar a pneumonia, como pode ter acesso ao ouvido médio ou aos seios paranasais, determinando otite ou sinusite, como pode ainda cair na circulação sangüínea e atingir o sistema nervoso central, causando meningite. O pneumococo é o agente mais comum das pneumonias comunitárias em adultos e estima-se que seja responsável por aproximadamente 50 % dos casos de pneumonia em geral, e 90 % das pneumonias lobares.

A pneumonia é uma inflamação e infecção aguda do tecido pulmonar que pode fazer com que os alvéolos fiquem cheios de líquido, muco e pus.

A pneumonia bacteriana geralmente aparece de repente, muitas vezes como uma complicação de outras doenças. As pessoas com pneumonia se sentirão muito mal e aparentarão estar muito doente, com febre alta, letargia, dificuldade em respirar, tosse e dor no peito, principalmente ao respirar. É provável que fique pálida e transpire.
medidas profilaxia:Geralmente se adquire pneumonia pela combinação de uma queda da imunidade corporal (baixas defesas do organismo) e contaminação por um microorganismo (bactérias, fungos ou vírus) suficientemente forte para causar infecção nos pulmões. Uma baixa imunidade pode ser temporária, e geralmente não se sabe exatamente porque isso ocorre.

Desse modo, as recomendações abaixo podem ajudar na prevenção da pneumonia:

Vacina contra gripe: muitas vezes uma gripe ou resfriado podem acabar levando a um quadro de pneumonia. Desse modo, a vacinação contra gripe, principalmente em idosos, é uma boa maneira de se prevenir a pneumonia.
Vacina contra o pneumococo: o pneumococo é a principal bactéria causadora de pneumonia. Esta vacina também está disponível para aplicação, visando prevenir a pneumonia pneumocócica. É recomendada para maiores de 65 anos ou pessoas que tenham algum tipo de fator de risco para adquirir pneumonia: como doenças pulmonares crônicas, doenças cardiovasculares, doenças renais, diabetes, anemia falciforme, alcoolismo, cirrose hepática, pessoas que tiveram o baço retirado por algum motivo ou caso haja alguma doença que cause queda da imunidade corporal (como a AIDS, linfomas, leucemias, alguns tipos de câncer, uso crônico de esteróides, quimioterapia ou radioterapia, transplante de órgão ou transplante de medula óssea).
Lavagem das mãos: as mãos quase sempre estão em contato com os microorganismos (germes) que podem causar pneumonia. Estes microorganismos penetram no corpo através do toque dos olhos, boca ou nariz. Desse modo, lavar bem as mãos com água e sabão ajuda a prevenir a pneumonia.
Não fumar: o cigarro causa lesões ao pulmão, reduzindo as defesas naturais do organismo contra infecções respiratórias.
Ter uma boa qualidade de vida: ter uma vida tranqüila, fazer uma dieta adequada e praticar atividades físicas regularmente ajudam a aumentar as defesas do organismo, fortalecendo o sistema imune e prevenindo infecções

sexta-feira, 15 de abril de 2011


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sábado, 9 de abril de 2011

Aquecimento global
A
quecimento global refere-se aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da terra que se tem verificado nas décadas mais recentes e há possibilidade de sua continuação durante o corrente século. O fenômeno se manifesta como um problema na temperatura sobre as áreas populosas do hemisfério sul é mais estável; embora o aumento do nível médio do mar também o atinge. O clima marítimo depende da temperatura dos oceanos nos trópicos; e este está em equilíbrio com a velocidade da água, co ma radiação solar que atinge a terra e o Efeito Estufa
Com o aumento do nível dos oceanos e o aumento da temperatura no mundo, estão em curso e derretimento das polares.
Ao aumentar o nível da água dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades. O crescimento e surgimento de desertos e o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas.
Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez amais as regiões desérticas nosso planeta.
Principais causas
• Derrubada de arvores
• Destruição de camada de ozônio
• Concentração de poluentes na atmosfera
• Efeito estufa
• Aumento da temperatura
• Aumento do nível dos oceanos

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Área de qualquer triângulo
A área de um triângulo é calculada utilizando as dimensões da base e altura do triângulo através da fórmula
mas essa fórmula somente é aplicada nos triângulos em que se conhece a medida da altura. Para o cálculo da área de um triângulo qualquer podemos utilizar outras fórmulas.

Área de um triângulo com base o semiperímetro – Fórmula de Heron de Alexandria
A fórmula de Heron deve ser usada nas situações em que se conhece o valor dos três lados do triângulo. Dado o triângulo ABC de lados a, b e c:

A área de um triângulo qualquer pode ser calculada utilizando a seguinte fórmula
Onde os valores de a, b, c correspondem aos lados do triângulo e o valor de p é o valor do semiperímetro (soma de todos os lados de um triângulo dividido por dois):


Área do triângulo utilizando o seno de um dos seus ângulos.

Dado o triângulo ABC de lados a, b, c:
Lei dos Cossenos

Considere um triângulo ABC qualquer de lados a, b e c:

Para esses triângulos podemos escrever:

Em qualquer triângulo quando um lado é igual à soma dos quadrados dos outros dois, menos duas vezes o produto desses dois lados pelo cosseno do ângulo formado por eles.
Lei dos Senos

A lei dos senos estabelece a relação entra a mediada de um lado e o seno do ângulo oposto a esse lado. Para um triângulo ABC de lados a, b, c, podemos escrever.
A lei dos senos determina que a razão entre a medida de um lado e o seno do ângulo oposto é constante em um mesmo triângulo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

astecas, incas e mais

Civilização Maia

O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.

Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático.O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra.

A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.


Civilização Asteca

Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco.

A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides).

Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região.

Civilização Inca

Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram dominados pelos espanhóis em 1532.


O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e formada por: nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.